Por Ágatha Prado.
Você já deve ter experienciado nas pistas de dança apresentações em que o artista criava atmosferas inusitadas ao vivo, munido de equipamentos controladores e até mesmo instrumentos musicais conectados ao setup. Conhecido como Live Act, o formato possibilita a criação de músicas ao vivo ou até mesmo a apresentação de faixas já produzidas, porém executadas de uma maneira diferente a partir da reconstrução e adição de outros elementos durante a performance.
Vários artistas apostam neste formato, exemplos brasileiros mais conhecidos sãoL_cio e Elekfantz, mas um novo live está ganhando vida, dessa vez pelo catarinense Talles Domit. Unindo sua paixão por música clássica aos beats do Techno e melodias do Progressive House, Talles pretende agregar suas habilidades com o piano e o violino para levar uma experiência única em seu live.
Algumas das faixas lançadas através das gravadoras espanholas Mystic Carousel e Estribo Records, são parte de sua apresentação que vem sendo formatada com todo cuidado aos detalhes.
Com sua admiração por apresentações ao vivo e inusitadas, Talles Domit está aqui para nos indicar cinco Live Acts impactantes que valem a pena serem experienciados do início ao fim, afinal, segundo ele: “cada performance tem sua peculiaridade. Uns são mais emocionantes, outros relaxam, e alguns vão pro lado mais dark. É notável a diferença de identidade de cada um, vale muito a pena conferir nos mínimos detalhes”. Pronto para a viagem?
BOB MOSES“Conheci as músicas da dupla canadenses, em 2016, com o som deles você sente vontade de viajar, conquistar o mundo. Tive a oportunidade de vê-los no Warung e foi incrível. A vibe é contagiante e o vocal das tracks dá o charme final, parece que estouraram com a “Tearing Me Up”, música que todos precisam ouvir. E se for viajar no fim de semana, ouvindo eles, cuide que você não vai querer voltar :)”
DAVID AUGUST“Esse é um dos magos que admiro, a classe com que desenvolve as músicas e a união perfeita de poucos elementos, som limpo, hipnotizante… te leva a lugares mentalmente incríveis. Tem uma track em especial que é “Syl Johnson Is It Because I’m Black David August Live Reconstruction”, um blues que ele transformou em deep, ao meu ver. Vale a pesquisa :)”
VIKEN ARMAN“A esse na minha opinião é uma viagem pelas arábias, melodias e ritmo bem elaborado, tudo muito místico, causando uma vibração muito massa. Se fechar seus olhos com certeza vai se sentir no oriente médio, as vertentes dele é jazz e música clássica, coincidências são as minhas também. Utiliza vários periféricos em seu live; APC 40MK2, 2 teclados e varia entre eles, e tem um toque final com vocal. De resto vou deixar para que os seguidores tirem suas conclusões :)”
STEPHAN BODZIN“Aqui tem síntese e groove que mexe a pista, alemãozinho encarnado com famoso MOOG, sabe mexer com o psicológico das pessoas, combina um groove excepcional com síntese e emoção, eu mesmo já chorei ouvindo as tracks dele. Uma peculiaridade muito legal é que ele produz trilha sonora para filme, teatros, tem formação em música clássica; cara, pensa no conhecimento. Para quem gosta de techno é um prato cheio.”
L_CIO“Calmaria explícita nesse jovem, mas sua música tem muita intensidade, utiliza de originalidades brasileiras como Chico Buarque em suas composições, acho bem marcado o groove, e o charme é a flauta transversal que utiliza nas apresentações ao vivo, tive a oportunidade de conhecer em um workshop promovido pelo NÚCLEO ATLAS MUSIC, mostrou toda a estrutura do seu live, foi bem no início quando eu comecei procurar referências, posso dizer que o workshop com ele foi divisor de águas e consegui ter uma visão melhor de onde ir e oque utilizar no início do processo do live.”
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