
Shambhala objetiva novo investimento na detecção de substâncias potencialmente indesejáveis.
Há algum tempo o Shambhala festival criou algumas áreas dentro do evento que servem como estação para o teste de diversas substâncias e químicos. Essa política de redução de danos foi incluída depois de algumas fatalidades ocorridas em anos anteriores do evento, onde se tem relato de mortes por overdose e de complicações mais leves por causa do uso exagerado de algumas substâncias. Dessa forma, esses centros para teste visam que o usuário possa ter uma maior convicção que o que possuem de fato é o que querem consumir.
Atualmente, o festival possui tecnologia para detecção de vários compostos químicos, incluindo LSD, NBOMes, MDMA, e falsos adulterantes. Entretanto, o serviço de teste do festival ainda peca na identificação de opioides derivados da heroína, como o fentanil W-18, que é muito mais potente que a morfina e a heroína, sobretudo, no quesito letalidade. Ademais, ainda há outro problema, esse está ligado à legislação onde acontece a festa, segundo o diretor médico do festival, Dr. Sam Gautman, só será possível realizar testes com um termo assinado pelo usuário, no qual ausenta de culpas o festival em caso de intoxicação advinda da ingestão de substâncias ilícitas.
Com doações negadas pelo governo canadense, o festival está com uma proposta de arrecadar todo o dinheiro que será investido na implantação dessa nova tecnologia a partir dos próprios pagantes do evento. Bem, essa não será uma tarefa fácil, já que o alvo é conseguir 250 mil dólares até a realização do evento no próximo ano.
Sobre o autor

Matheus Carneiro
Matheus tem 23 anos e é perdidamente apaixonado por música eletrônica. Amante de festivais de música mundo afora, o jovem já esteve presente nos principais eventos do gênero, mostrando de maneira crítica o que se passa desde a pista até o backstage. Além disso, é o principal responsável pela cobertura do Play BPM no Nordeste brasileiro.Últimas notícias

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