Após 25 anos como músico tradicional, tendo atuado como guitarrista, violonista 7 cordas e arranjador, Rocho encantou-se pela música eletrônica e, mais especificamente, pelo Brazilian Bass. Nova fase da carreira vem embalada pelo tempo que teve no lockdown, em que estudou com calma as diferentes vertentes e escolheu a que mais se encaixava tanto com sua personalidade quanto com o que promete ser sua marca: a mistura entre o acústico e o House, entre os ritmos afro-brasileiros e o mainstream.
Rocho é formado em violão erudito, atua há anos no cenário instrumental, faz parte do conjunto de Armandinho Macedo, maior nome da guitarra baiana, e não poderia deixar esta bagagem de fora de suas produções. Suas músicas trazem tanto o peso do Brazilian Bass muito influenciado por Alok e Sevenn, quanto influências harmônicas de Villa Lobos e Pixinguinha. Elas são construídas sobre ritmos da cultura popular que encaixam perfeitamente com o House, além de ter seu bandolim como marca registrada, ora fazendo os riffs principais, ora improvisos.
Lançando sua primeira track em 2021 de forma independente, "Oi" foi composta em 2017 e desde então já teve muitas roupagens até chegar em sua versão atual. Seus antigos arranjos iam desde versões acústicas feitas com ênfase no violão 7 cordas, principal instrumento de Rocho, até versões no estilo Baiana System, mesclado Groove Arrastado com Eletrônico. Com letras em português que ilustram uma paquera num baile funk, a faixa faz jus às claves de candomblé usadas para dar ritmo à música, entoadas na voz de Danda, cantora e tatuadora baiana que vem se destacando nas redes sociais por sua voz forte e cristalina. Além disso, o clipe já está no YouTube com excelentes imagens desta mistura entre o acústico e o eletrônico.
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