Conteúdo autoral - por Pablo Brandine
Há dois anos, acontecia a primeira edição do House Mag Festival, um evento que viria a se tornar tão importante para o Sul do Brasil. Aquele 21 de setembro não marcaria apenas a cena catarinense: o festival se tornaria também um grande marco na minha vida. Por isso, decidi escrever sobre o porquê de ter me apaixonado por esse festival.
Recém-chegado a Florianópolis, fiz questão de estar presente nesse evento. Aquele não seria meu primeiro contato com a House Mag, pois eu já havia vivido outro evento incrível no clube que era meu sonho visitar. Dessa vez, porém, a proposta era uma experiência nova e a oportunidade de conhecer o grandioso Surreal Park.
Meus primeiros eventos na região catarinense foram indo sozinhos. Eu ainda não havia feito muitos amigos por aqui, mas aquela noite mudaria definitivamente essa história. Aquela sexta-feira me traria amizades que me acompanhariam em várias jornadas — e algumas delas, especialmente, viriam a se tornar meus sócios no futuro.
Indo além das novas amizades, foi também nessa noite que conheci pessoalmente Rodolfo Reis, fundador da Play BPM. Para mim, um ídolo que se tornou um mentor nesse mercado eletrônico.
Mas, além das conexões pessoais, o HMF sempre entregou outros aspectos ainda mais importantes, que devo ressaltar. Sou o tipo de pessoa que frequentemente busca ouvir novos artistas e descobrir novos talentos. Mesmo com esse hábito constante, a curadoria do evento me surpreendeu a cada edição, apresentando nomes brilhantes que eu jamais havia ouvido em um line-up diverso.
Desde sua primeira edição, o festival mostrou que estava disposto a apostar na versatilidade da música eletrônica. Abriu as portas para artistas de diversos segmentos, como Deep, Melodic e Progressive. E foi além: no Psy Trance, deu o holofote que o público necessitava, levando a vertente a estrear no maior clube em extensão do mundo.
E olha que interessante: em um momento em que o mercado, especialmente o de Psy Trance, debate a necessidade de line-ups voltados a artistas brasileiros, o HMF deve ser colocado como referência dessa iniciativa. Em todas as edições, o Brasil foi o grande destaque da curadoria.
Vejamos a edição que acontecerá neste final de semana: mesmo com nomes gigantes como Patrice Bäumel, Neelix e Phaxe, a cena brasileira se mantém como o principal motor sonoro do festival, carregando praticamente 80% dos artistas escalados.
É admirável o cuidado que nossos colegas têm com a construção do evento, a importância dada aos detalhes, a atenção às comunidades e o significativo investimento na cena brasileira. A cada edição, fico ainda mais encantado com o que está sendo feito.
Torço muito para que o festival continue crescendo e enriquecendo a cultura eletrônica no Sul do país.
Não tenho dúvida de que este sábado será mais um sucesso nos capítulos dessa história. Afinal, nos últimos dois anos, o House Mag Festival marcou Santa Catarina, tornando-se, não apenas para mim, mas para uma comunidade inteira de amantes da música eletrônica, um dos momentos mais importantes do ano.
Imagem de capa: Reprodução.
Sobre o autor
Pablo Brandine
Se emocionar, dançar e cantar até ficar rouco. Seu amor por música caminha por todos os gêneros da eletrônica.
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